por Teresa Bessil 14/10/2011 Muitas vezes dizemos que seres humanos são “bichos de relação”. Temos a vida norteada e sustentada por relações de todos os tipos: afetivas, profissionais, familiares, espirituais. Relações do passado, presente e futuro parecem construir nossas histórias. Muitas vezes nos sentimos marcados e até nos definimos a partir das relações. Conversamos sobre elas nas rodas de amigos, consultórios, escolas, no trabalho, na folia… Segredos, momentos de alegria e êxtase, noites insones… Ah, as relações… Como tranformá-las? Olhando de modo mais honesto, a maioria delas talvez tenha um tom utilitário. Oferecemos uma lista de necessidades a alguém, que nos oferece lista semelhante e negociamos. “Ok, amo você, aceito fazer o que me pede, caso você cumpra isso e mais aquilo…” E seguimos, entre pequenas alegrias e grandes frustrações. Parece um jeito pouco hábil de ser feliz. S.S. Dalai Lama nos lembra que todos aspiramos encontrar a felicidade e ultrapassar o sofrimento. Será que podemos amar de modo mais profundo, tecer relações mais saudáveis, afinadas com nossas aspirações de felicidade? Uma das práticas mais comoventes que o budismo nos oferece é Metabavana – Meditação do Amor Universal. Tal prática tem se mostrado uma preciosa ferramenta que opera em nossos corações e mentes, gerando espaços por vezes inusitados. A partir dessa prática geramos mundos nos quais as relações saudáveis e lúcidas são possíveis. A partir de ambientes sutis, descobrimos novos caminhos, novos modos de tecer as relações. Focamos cada pessoa, incluindo a nós mesmos, as árvores, os bichos… “Que meu filho seja feliz e ultrapasse o sofrimento. Que encontre as causas da felicidade e ultrapasse as causas do sofrimento. Que seus automatismos se dissolvam e surja nele um olho de lucidez instantânea diante de tudo e de todos. Que ele seja capaz de gerar benefícios aos outros e encontre nisso sua fonte de energia”. “Que meu filho seja feliz”. Parece incrível, mas raramente temos essa visão. Sentimos que amamos muito nosso filho, mas geralmente aspiramos que ele “se dê bem na vida”, que nos respeite, ou algo semelhante. De modo aparentemente “natural”, surgem em nossa mente algumas – ou muitas – condições que consideramos necessárias para seu bem-estar, vitórias, conquistas, etc. E se tais condições não se manifestam, a relação desanda, a comunicação fica comprometida e a lucidez nos falta. Olhar para o próprio filho a partir de outros referenciais pode transformar por completo uma rede de relações ligadas ao passado, presente e futuro. Descobrimos que nossas necessidades de controle, e todas as negociações e estratégias de controle podem cessar. A vida fica mais simples. As relações saudáveis vão surgindo aqui e ali, e um novo tecido humano se torna possível. A prática de Metabavana, aparentemente simples, tem restaurado relações de modo surpreendente. Funciona. Não porque usamos palavras mágicas, mas porque nosso olhar constrói. Revela a co-emergência operando. Mas isso já é outra história. Melhor experimentar. E se preparar para amar de modo mais profundo. Que todos sejam felizes!
25 de outubro de 2013
10 de junho de 2013
PROGRAMAÇÃO SEMANAL
BUDISMO VAJRAYANA - ESCOLA NYINGMA -ANI ZAMBA CHOZOM
Terças-feiras
19h30min - prática de meditação
Quartas-feiras
19h30min - Prática de Vajrasatva
Sábados
16h30min - grupo de estudos
livro: A Essência dos Ensinamentos de Buda - autor: Thich Nhat Hanh
18h30min - grupo de estudos
livro: A Revolução da Atenção - autor: Allan Wallace
Domingos
09h30min - Prática de Tara Vermelha
Que todos os seres possam se beneficiar!
Endereço: Rua Gov. Artur de Vasconcelos, 150, sala 211, ed. Mile – Centro – Teresina (em frente ao jornal O Dia, próximo à Av. Frei Serafim)
Contatos: (86) 9452-3313, 8811-5873, 8116-3010
5 de maio de 2013
Em Teresina, de 07 a 12 de maio de 2013
Monja Budista Ani Zamba Chozöm em Teresina, de
07 à 12 de maio de 2013.
Ensinamentos da Filosofia do Budismo Tibetano. Meditação em Teresina
Maiores Informações: (86) 8161-6125
17 de fevereiro de 2013
Mantra de Vajrasattva
Om Vajrasattva Samaya ManuPalaya
Vajrasattva Tenopa Tishta Dridho Me Bhawa
Sutokhayo Me Bhawa SupoKhayo Me Bhawa
Anurakto Me Bhawa Sarwa Siddhi Me Prayatsa
Sarwa Karma SuTsa Me Tsittam Shriyam
Kuru Hung
Vajrasattva Tenopa Tishta Dridho Me Bhawa
Sutokhayo Me Bhawa SupoKhayo Me Bhawa
Anurakto Me Bhawa Sarwa Siddhi Me Prayatsa
Sarwa Karma SuTsa Me Tsittam Shriyam
Kuru Hung
Ha Ha Ha Ha Ho
Bhagawan Sarwa Tathagata
Vajra Ma Me MunTsa
Vajra Bhawa
Maha Samaya Sattva
Bhagawan Sarwa Tathagata
Vajra Ma Me MunTsa
Vajra Bhawa
Maha Samaya Sattva
4 de dezembro de 2012
NOVO ENDEREÇO
RUA GOV. ARTUR DE VASCONCELOS, 150, SALA 211, ED. MILE.
EM FRENTE AO JORNAL O DIA
PRÓXIMO À AV. FREI
SERAFIM.
2 de setembro de 2012
4 de agosto de 2012
6 de maio de 2012
5 de maio de 2012
06 de maio de 2012
Bom dia amigos de Sangha,
Convidamos a todos para a prática de Tara Vermelha no dia 06 de maio de 2012, data sagrada da lua Cheia do mês de maio.
Local: Templo de Budismo Tibetano
Horário: 09:30h da manhã
Que todos os seres possam se beneficiar!
No Dharma,
Templo de Budismo Tibetano Shenphen Cholling
1 de maio de 2012
O Vaticano enviou uma mensagem aos budistas de todo o mundo por ocasião da festividade, o “Vesakh”.
O Vaticano enviou uma mensagem aos budistas de todo o mundo por ocasião da festividade, o “Vesakh”.
CONSELHO PONTIFICIO PARA O DIALOGO
INTERRELIGIOSO
MENSAGEM PARA A FESTA DO
VESAKH/HANAMATSURI
2012 A.D. / 2555 B.E.
2012 A.D. / 2555 B.E.
“Cristãos
e budistas: Partilhar a responsabilidades
de educar as jovens gerações para a justiça e a paz
através do diálogo interreligioso”
Caros amigos budistasde educar as jovens gerações para a justiça e a paz
através do diálogo interreligioso”
1. Em nome do Conselho Pontifício para o Diálogo Interreligioso, tenho a alegria de vos apresentar uma vez mais este ano, os bons votos muito cordiais por ocasião do Vesakh/Hanamatsuri. É meu desejo que esta festa anual traga serenidade e alegria ao coração de cada um de vós em todas as partes do mundo.
2. Hoje, cada vez mais, nas aulas do mundo inteiro, estudantes pertencentes a várias religiões e crenças sentam-se lado a lado, aprendendo uns com os outros e uns dos outros. Esta diversidade lança desafios e suscita uma reflexão mais profunda sobre a necessidade de educar os jovens ao respeito e á compreensão das crenças e das praticas religiosas dos outros, a aumentar o conhecimento acerca da própria, a avançar juntos como seres humanos responsáveis e a estar prontos para se unir àqueles que pertencem a outras religiões para resolver os conflitos e promover amizade, justiça, paz e um desenvolvimento humano autentico.
3. Com Sua Santidade o Papa Bento XVI, reconhecemos que a verdadeira educação pode favorecer uma abertura ao transcendente e àqueles que nos circundam. Lá onde a educação é uma realidade, existe uma oportunidade de diálogo, de interrelação e de escuta receptiva dos outros. Neste clima, os jovens sentem-se apreciados por aquilo que são e por aquilo que pode ser o seu contributo; aprendem a crescer na estima pelos seus irmãos e irmãs cujas crenças e pratica religiosa diferem da própria. Quando isto se verifica, daí deriva a alegria de ser pessoas solidárias e cheias de compaixão, chamadas a construir uma sociedade justa e fraterna dando assim esperança ao futuro (cfr. Mensagem para o Dia Mundial da Paz, 1 de Janeiro de 2012).
4. Como budistas, vós transmitis aos jovens a necessária sabedoria de abster-se de prejudicar os outros e de viver uma vida de generosidade e compaixão, uma pratica que deve ser apreciada e reconhecida como um dom precioso para a sociedade. Esta é uma maneira concreta com a qual a religião contribui para educar as jovens gerações a partilhar a responsabilidade e cooperar com os outros.
5. È um dado de facto que os jovens são um recurso para cada sociedade. Com a sua autenticidade, encorajam-nos a encontrar uma respostas ás perguntas fundamentais sobre a vida e a morte, a justiça e a paz, o sentido do sofrimento e as razões da esperança. Desta maneira ajudam-nos a progredir na nossa peregrinação para a Verdade. Com o seu dinamismo, enquanto artífices do futuro, eles impulsionam-nos a destruir todos os muros que infelizmente ainda nos separam. Com as suas perguntas alimentam o diálogo entre religiões e culturas.
6. Caros amigos, unimos os nossos corações aos vossos e rezamos para que juntos possamos guiar os jovens, com o nosso exemplo e ensinamento a tornarem-se instrumentos de justiça e paz. Partilhamos a responsabilidade comum que temos em relação á gerações futuras, educando-as a crescer como seres pacíficos e obreiros de paz.
Feliz Vesakh/Hanamatsuri.
Jean-Louis Cardeal Tauran
Presidente
Presidente
Arcebispo Pier Luigi Celata
Secretario
Secretario
Conselho Pontifício para o Diálogo Interreligioso
00120 Cidade do Vaticano
Tel: +39.06.6988 4321 / 06.6988 3648
Fax: +39.06.6988 4494
E-mail: dialogo@interrel.va
Fax: +39.06.6988 4494
E-mail: dialogo@interrel.va
Oferendas
Oferendas
| As
Oferendas são as expressões da religião formal da virtude da doação no
Budismo fundamental. A perfeição da doação, dana-paramita em Sânscrito, é
a primeira das 6 ou 10 perfeições. Ela engloba cada tipo de
generosidade se envolve um presente para aqueles que são maiores do que
nós, tal como as deidades no campo do mérito, ou um pobre ou necessitado
que está em situação pior do que a nossa. Uma doação a um ser em situação igual ou pior do que a nossa, sacrificamos algo que nos pertence para benefício do outro. Na doação aos seres superiores, como nossos professores, um Buddha ou bodisattva, executamos um ato de renúncia. Como uma nobre ação altruísta, DOAR é a base para se adquirir mérito. Na doutrina Budista, a acumulação de mérito nos conduz a um renascimento superior, e eventualmente nos liberando do sofrimento da existência cíclica.Para obtermos a iluminação mais elevada devemos ser capazes de dar em um grau superlativo, com motivação perfeita, então conquistarmos o nível insuperável da doação perfeita.Se oferendas físicas beneficiam quem as recebe ou não, do ponto de vista de um praticante Budista como um doador, elas possuem o significado essencial de reduzir nossa conexão com o mundo físico. Esta conexão reforça nossa noção de nós mesmos como real, partes independentes de nós a serem satisfeitas, obtendo ou “grudando“ nos objetos de nosso desejo.Fazer oferendas acostuma a mente a dar e deixar ir os objetos do desejo. Serve para liberar nossa concepção de um EU real ou independente. Neste sentido, ela contribui para adquirirmos sabedoria essencial, realizando todos os fenômenos como vazios da existência cíclica. O valor do mérito adquirido do ato de doar depende de muitos fatores : a motivação, a condição daquele que recebe e a qualidade da oferenda. A motivação ou intenção consciente ou inconsciente precede todas as nossas ações. A motivação última da doação é para gerar as causas para obtermos a iluminação para a prosperidade de todos os seres sencientes. O valor do ato de doar guarda estreita relação com a qualidade da motivação. Quanto mais larga a intenção maior o mérito. http://www.dordjeling.org |
História da Linhagem de Tara Vermelha
apareceu numa esfera planetária chamada “Profusão de Luzes”. Uma princesa
deste reino, chamada Lua de Sabedoria (tib. Yeshe Dawa), desenvolveu grande fé e devoção e pelo Buddha. Ela prestou homenagem com seu corpo, fala e mente, fazendo inúmeras oferendas ao Buddha e a seu séqüito. Quando, em virtude de suas vasta acumulações de mérito e sabedoria, o pensamento da
iluminação suprema despertou dentro dela, os monges daquele reino
aconselharam-na a rezar para ter um renascimento com o corpo de homem, pois pensavam que tal corpo constituiria um veículo superior para se alcançar a iluminação.
Por haver compreendido a natureza vazia de todos os fenômenos, Yeshe Dawa
reconheceu que não existia qualquer realidade intrínseca, quer no corpo do
homem, quer no corpo da mulher. Entretanto, diante da realidade relativa da
ignorância que insistia nessas diferenciações, ela assumiu o compromisso de
sempre renascer em forma feminina.Finalmente, ela alcançou um profundo estado meditativo, a partir do qual se
tornou capaz de leva incontáveis seres a reinos além do sofrimento. Em nosso
sistema planetário, ela manifestou-se como Tara através da compaixão de
Avalokitehsvara (tib. Tchenrezig), onde então tomou o voto particular de
liberar os seres dos oito grandes medos, que são projeções das negatividades
existentes na mente. São eles: o medo de elefantes, a projeção da
ignorância; o medo do fogo, a projeção da raiva; o medo de leões, a projeção
do orgulho; o medo de ladrões, a projeção das visões errôneas; o medo de
enchentes, a projeção da ganância; o medo de cobras, a projeção da inveja; o
medo de algemas (encarceramento), a projeção da avareza; e o medo de
demônios, a projeção das dúvidas. Esta classificação tradicional dos nossos
medos abrange todo os medos e fobias que se originam de nossos hábitos de
apego e aversão. Em última análise, Tara oferece liberação de quaisquer
medos contidos no sofrimento samsárico. Por esse motivo, é chamada de a
Salvadora Veloz.
História da Linhagem de Tara Vermelha
Tara é o aspecto feminino do Buddha e, da mesma forma que ela é
indissociável do estado desperto iluminado do Buddha, todas as deidades
femininas são aspectos de Tara e indissociáveis dela. Em particular,
prestamos homenagens à vinte e uma Taras que emanam como deusas das famílias padma, vajra, ratna e karma. Os métodos que empregamos para atingir as qualidades iluminadas de Tara foram transmitidos por muitas linhagens de praticantes altamente realizados do budismo tibetano.
A linhagem desta meditação de Tara Vermelha, praticada sob a orientação de
S.E. Chagdud Tulku Rinpoche, teve início de forma enaltecida, como uma
intenção da mente do Buddha Amitabha. De Amitabha passou para
Avalokiteshvara, e daí para uma emanação da própria Tara. De Tara foi ao
renomado mestre budista indiano Nagarjuna, e então para Padmasambhava, o
grande mestre budista que trouxe o budismo Vajrayana ao Tibete no século IX. Padmasambhava transmitiu esse ensinamento ao filho do rei tibetano Trisong Detsen. Ele também o confiou à sua consorte de sabedoria, Yeshe Tsogyal, e pediu que ela o ocultasse como um tesouro, a ser descoberto mais tarde, num tempo em que fosse especialmente benéfico.
Assim, o tesouro do ciclo de Tara Vermelha foi descerrado e codificado mais
de mil anos após Padmasambhava, por Apong Tertön, um grande lama Nyingmapa que viveu neste século. Seu título formal é “A Essência Condensada do Tesouro da Suprema Mente Iluminada: O Ritual de Mandala da Nobre Tara Vermelha, Denominado ‘A Essência Que Realiza Desejos.’”
No final de sua vida, Apong Tertön mandou chamar um monge a quem havia
iniciado na prática de Tara Vermelha e disse-lhe, “Agora, que é chegada a
hora da minha morte, peço-lhe que faça algo por mim. Quando eu tiver 17 anos
em minha próxima vida, venha a mim para conferir a iniciação de Tara
juntamente com a transmissão oral do tesouro em sua íntegra.”
Após a morte de Apong Tertön, os chineses consolidaram sua conquista do
Tibete, e o monge, assim como tantos outros, foi obrigado a fugir. Ele se
tornou refugiado num pequeno país chamado Butão. Apong Tertön renasceu como S.S. Sakya Trizin, chefe da tradição Sakyapa do budismo tibetano. Quando Sakya Trizin chegou aos 17 anos, o monge tentou ir ao seu encontro num local próximo a Dehra Dun, no norte da Índia, mas não conseguiu um passaporte.
Passaram-se muitos anos até que ele, contrastando uma aparência maltrapilha
com a sala de meditação ricamente ornamentada do monastério de Sakya Trizin, conseguisse encontrar seu antigo mestre. Pouco depois do monge conversar com Sakya Trizin por alguns momentos, a congregação de monges presentes na sala de meditação surpreendeu-se com o pedido para que se retirassem e, mais ainda, ao saber que S.S. tomaria uma iniciação de um visitante com uma aparência tão humilde. O monge então conferiu a iniciação de Tara Vermelha a Sakya Trizin e à sua notável irmã, Jetsunma.
A caminho do seu encontro com Sakya Trizin, o monge encontrou S.E. Chagdud Tulku, que se encontrava em Tso Pema, um local sagrado nos Himalaias, ao norte da Índia, onde Guru Padmasambhava estivera em meditação com Mandarava, uma de suas grandes consortes de sabedoria. S.E. Chagdud Tulku sempre havia tido uma ligação com práticas de Tara - sua mãe, que era lama e muito famosa, era na realidade uma emanação de Tara. Em retiro, ele havia realizado extensas práticas de Tara e, apesar de sua afinidade com as deidades vermelhas da família padma, ainda não havia recebido uma prática de Tara Vermelha. Em Tso Pema ele teve muitos sonhos auspiciosos, indicativos de que em breve sua capacidade de beneficiar os outros aumentaria grandemente.
O monge, ao encontrar Rinpoche, disse-lhe que, se recebesse a iniciação de
Tara Vermelha, grandes benefícios apareceria. Rinpoche concordou e, após
receber a iniciação dada pelo monge, cumpriu um prolongado retiro de Tara
Vermelha, durante o qual recebeu muitos sinais de realização.
Embora tenha ganho renome por suas atividades miraculosas como praticante de Tara, Rinpoche não a praticou num círculo mais amplo de pessoas até o
momento de vir para os EUA, quinze anos mais tarde. Em 1980 começou a dar
ensinamentos sobre Tara Vermelha a alguns alunos no Oregon, guiando seu
desenvolvimento pelas etapas de visualização e oferecimento.
O tesouro de Tara Vermelha constitui um ciclo extenso que inclui práticas
preliminares, yoga dos sonhos, práticas curativas, yoga dos canais sutis e
energias (tib. tza lung) e ensinamentos extensos sobre a natureza da mente.
A prática principal foi traduzida e é feita regularmente nos centros Chagdud
Gonpa. As etapas da prática de Tara Vermelha são intercaladas com preces de
homenagens às vinte e uma Taras, escritas por um outro grande lama
Nyingmapa, um contemporâneo de Apong Tertön chamado Kenpo Ngaga.
S.E. Chagdud Tulku também condensou a própria essência da prática em uma
versão mais acessível e concisa em inglês, já traduzida para o português.
Este texto mais curto contém dois níveis de prática: o primeiro é uma
visualização de Tara no espaço à frente, e não requer iniciação; o segundo
inclui a visualização de si mesmo como Tara, e exige iniciação. Por meio da
iniciação, as bênçãos da linhagem são formalmente transmitidas e a mente do
praticante é amadurecida para que realize a profundidade da prática.
S.E. Chagdud Tulku utiliza o texto abreviado como estrutura de apoio para a
yoga dos sonhos de Tara e para as práticas de cura. Como todos os textos
litúrgicos tibetanos (sânsc. sadhana), o texto é dividido em três partes
principais: as preces preliminares, a prática principal e as preces de
conclusão.
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