10 de dezembro de 2011

Prática na vida Cotidiana



PAZ NA CARREIRA PROFISSIONAL



Paz na carreira profissional



Tornou-se cena corriqueira ver pessoas desempregadas, funcionários insatisfeitos e empreendedores inquietos. O sofrimento não se restringe a milhares enfileirados à procura de trabalho. Empregados estagnados mergulham em dúvidas sobre se escolheram a profissão certa e empresários perdem o sono com vendas em baixa e impostos e contas a pagar. Nos três casos, o sentimento comum de busca da paz profissional e, com isso, a felicidade. Buda tem algo a ver com isso? A resposta vem de um homem cuja história de vida segue uma trajetória inusitada. – Me afastei da universidade porque descobri que a física não poderia me oferecer todas as respostas para a natureza das coisas. Encontrei isso na espiritualidade – afirma o lama Padma Samten, conhecido até 1993 por Alfredo Aveline.
Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) de física e filosofia no período de 1969 a 1994, intensificou seu interesse pelo budismo no início dos anos 80. Em 1993, aderiu ao budismo tibetano, recebendo o nome de Padma Samten (Padma significa lótus, e Samten, estabilização meditativa), e em dezembro de 1996 foi ordenado lama do budismo tibetano – título que significa líder, sacerdote e professor. O lama, primeiro a ser ordenado no Brasil, reside hoje em uma área rural de 42 mil metros quadrados na Estrada Caminho do Meio, em Viamão, onde se localiza a sede do Centro
de Estudos Budistas Bodisatva, criado e presidido por ele. Divide seu tempo entre afazeres do centro e palestras em empresas pelo Brasil. A física permanece em seu campo de estudo como uma atividade complementar. Em 26 séculos de budismo, afirma Padma Samten, uma das estruturas do conhecimento mais desenvolvidas foi a de aprender como usar a mente e entender a realidade ao redor, algo que recebeu menos atenção na cultura ocidental, em sua análise. Quando profere palestras a empresários e executivos sufocados pelas agruras da competição acirrada e ávidos por uma mensagem de paz, o lama mostra como os ensinamentos de Buda podem ser aplicados em atividades econômicas e no mercado de trabalho:
– A lei básica do mundo econômico é curiosamente a da compaixão. Quando uso essa palavra a reação natural das pessoas é negar isso. Mas, se uma pessoa se aproximar da sua organização e você não tiver nada para oferecer, ela vai embora. O ponto central é esse: não é o que vou ganhar em uma relação de troca, mas o que tenho a oferecer.

Ensinamentos para a vida profissional

Como os ensinamentos do budismo tibetano podem servir para auxiliar na busca de uma vida profissional mais serena:
• Não se vincule a processos transitórios (chamados de impermanentes no budismo). – Tudo tem um começo, um meio e um fim. Isso vale para tudo, do casamento ao funcionamento de uma empresa – diz o Lama. Ele conta que certa vez foi convidado por um amigo de uma empresa que acabava de realizar uma associação com uma multinacional para ministrar palestra na inauguração de um projeto. Ao falar sobre a transitoriedade das coisas, no final da palestra, foi interpelado pelo amigo, que o questionou, em tom de brincadeira, se o tema era adequado para a ocasião. – É essa a verdade, não podia mentir a eles – resigna-se o Padma Samten.
• A dependência a processos impermanentes causa sofrimento. – Você não é um funcionário. Você se criou como um funcionário. Quando você apresenta seu cartão de visitas ou seu currículo, não acredite que você é aquilo, você é aquele que construiu o seu currículo.
Nunca perca a clareza de que as pessoas têm uma natureza própria. Tenha capacidade de estabelecer vínculos, mas com a consciência sobre a transitoriedade (impermanência) das coisas. – Todas as nossas tragédias são tragédias do personagem. Se suas circunstâncias afundarem, você não precisa afundar junto – ensina o lama.
– O treinamento para atingir esse estágio, de estar vinculado e ao mesmo tempo livre, é a quarta verdade de Buda, explica o lama. Ela se divide em outras quatro:

• Motivação correta
• Não trazer sofrimento aos seres
• Trazer benefício aos seres
• Dirigir a própria mente (é preciso tomar decisões capazes de serem implementadas) 

Ansiedade, competição e falta de tempo

“É evidente que quando se trabalha com agenda teremos um estresse maior. Tudo que for limitado por prazos dificilmente será realizado de forma prazerosa. Eu sugiro tentar trocar a agenda pela motivação. A motivação tem um objetivo estratégico sem prazo que é “eu vou estar melhor se estiver efetivamente trazendo benefício aos seres”. A pessoa não está preocupada com um cronograma que tenha estabelecido. Esse cronograma é completamente artificial. O ponto central é estar focado em trazer benefício e causar o mínimo de danos aos outros. Isso foge ao espaço temporal.”

O desemprego

“Se você não se acha útil para alguma coisa, é melhor nem procurar emprego. Enquanto você tiver essa dúvida – se é útil ou não –, não tem a energia para chegar. Agora, quando você tiver a certeza de sua utilidade, é diferente. Antes de chegar a uma empresa, é preciso ver de que forma você pode trazer benefício àquela organização. Faça uma investigação cuidadosa. Quando você chegar para a entrevista, tem de estar apto a dizer “sorte sua, você me encontrou”. Acho que existe um grande engano, no processo geral, de a gente sempre imaginar que alguém vai resolver nosso problema. E aí temos uma diferença entre os empreendedores e os empreendidos. O empreendedor é aquele que olha de uma maneira mais ampla. Nem sempre dinheiro é o problema. Posso buscar associações com outras pessoas ou grupos. O que importa é não esperar pelos outros.”

Trabalho voluntário

“Se pegarmos a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o próximo ano, a expectativa de investimentos, e calcularmos o número de empregos a serem criados e o número de pessoas a entrarem no mercado de trabalho, saberemos que não há possibilidade de que todas as pessoas estejam empregadas. Então, necessitamos de compaixão, precisamos encontrar formas de superar esse quadro. Se eu preciso de um serviço e não tenho como pagar, será que não consigo alguém que faça isso para mim, em troca de outro serviço que eu possa prestar? Será que, se cada pessoa desempregada estivesse em uma ONG (organização não governamental) prestando algum tipo de trabalho voluntário, não estaria aprendendo a ser mais útil? A capacidade de ser mais útil que é a diferença. Enquanto ela estiver no trabalho voluntário, estará fazendo uma rede do melhor nível, aprendendo algo novo, que pode ajudá-la na busca por emprego”

Êxito

“Essencialmente, o que você precisa ter é algo que satisfaça o outro, que traga benefícios. O ponto central é esse: não é o que vou ganhar em uma relação de troca, mas o que tenho a oferecer. Muitas pessoas pensam o contrário e acabam alijadas. Isso vale tanto para o funcionamento de um negócio quanto para o mercado de trabalho. O budismo tem 26 séculos e é um empreendimento. Não é uma atividade com fins lucrativos, mas se move dentro do mundo econômico. O budismo não tem interesses econômicos, não remunera seus funcionários e seguidores. Ainda sim, mesmo sem ser uma atividade lucrativa, vive. A essência da estabilidade do budismo é que tem algo a oferecer para cada pessoa.”
 





Enquanto "budismo" sugere mais um sistema de crenças, "prática do dharma" sugere um plano de ação. As Quatro Nobres Verdades não são proposições em que se deve acreditar; são desafios à ação.

- Stephen Batchelor (do livro "Budismo sem crenças")

Última Carta de Sua Eminência Chagdud Tulku Rinpoche - (12 de agosto de 1930 / 17 de novembro de 2002)


Última Carta de Sua Eminência Chagdud Tulku Rinpoche - (12 de agosto de 1930 / 17 de novembro de 2002)

Carta de Rinpoche – Verão 2002 (hemisfério norte)
Querida Sanga
 
Tashi Delek! Foi um pouco difícil escrever esta carta, pois sinto imenso pesar por ter sido necessário cancelar meu roteiro de ensinamentos nos Estados Unidos e não poder estar com vocês nesta ocasião. Além disso, ultimamente, minha vida tem sido bastante tranqüila, sem eventos externos, para possibilitar que me concentre em minhas reflexões interiores. Na verdade, minhas reflexões faíscam momentaneamente no céu de minha mente, depois desaparecem.
Ainda assim, abaixo desta vasta expansão, encontro correntes de profunda inquietação em relação ao que está acontecendo no mundo. Parece que estamos vivendo na presença de uma espada invisível, mas de lâmina afiada, que pode, de repente, cortar a existência, da forma como a conhecemos. Como praticantes, jamais devemos negar sua presença e nem nos deixarmos levar pela ansiedade e pelo medo, e sim, usá-la para afiar a precisão de nossas escolhas, a perspicácia de nossos meios hábeis.
Especificamente, solicito a vocês que rezem intensamente a Guru Padmasambava, que prometeu que, para aqueles que rogassem a ele, viria como um pai se volta para o filho, principalmente na época mais obscura. Ele previu e profetizou tudo. Também, rezamos para Arya Tara, a Salvadora Veloz, que responde imediatamente com compaixão e sabedoria para aliviar o grande temor dos seres, presos na existência cíclica. Reze para que a raiva cruel e justificada, tão predominante, se amenize, e que a disciplina moral, paciência e virtude prevaleçam.
Cada um de vocês aceitou um nível de compromisso na sua prática individual do darma. Fortaleçam-no. Cada um de vocês tem uma conexão com um lama ou com um aluno mais antigo que conduz sua sanga. Cultivem-na. Cada um de vocês permanece, através de seu carma afortunado e escolha brilhante, em meio à teia interdependente de nossa sanga. Mantenham sua posição como praticantes e apóiem a dos outros!
Mas o mais importante: cada um de vocês tornou-se herdeiro dos tesouros de Guru Rinpoche e Tara Vermelha, o legado de minha preciosa linhagem. Encorajo-os, intensamente, a usarem essas jóias, para o benefício de todos os seres.
 
No Darma,
 
O Chagdudpa
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Sua Eminência Chagdud Tulku Rinpoche 1930 - 2002

"Reconheça sempre que a qualidade da vida é como a de  um sonho e reduza o apego e a aversão. Pratique a boa vontade com todos os seres. Seja amoroso e compassivo, não importa o que os outros lhe façam. O que eles farão não tem tanta importância
quando você vê tudo como um sonho. A arte é manter intenção positiva durante o sonho. Esse é o ponto essencial. Essa é a verdadeira espiritualidade."
 
Chagdud Tulku Rinpoche

 KEN LOB CHO SUM RING LUG TCHE 
DZAM LING SA SUM TCHAB PAR PEL 
DRO GYUD CHOG SUM NANG WA DANG 
MI DRAL DU SUM GE LEG SHOG
Úl
 

Carta de Rinpoche – Verão 2002
Querida Sanga
 
Tashi Delek! Foi um pouco difícil escrever esta carta, pois sinto imenso pesar por ter sido necessário cancelar meu roteiro de ensinamentos nos Estados Unidos e não poder estar com vocês nesta ocasião. Além disso, ultimamente, minha vida tem sido bastante tranqüila, sem eventos externos, para possibilitar que me concentre em minhas reflexões interiores. Na verdade, minhas reflexões faíscam momentaneamente no céu de minha mente, depois desaparecem.
Ainda assim, abaixo desta vasta expansão, encontro correntes de profunda inquietação em relação ao que está acontecendo no mundo. Parece que estamos vivendo na presença de uma espada invisível, mas de lâmina afiada, que pode, de repente, cortar a existência, da forma como a conhecemos. Como praticantes, jamais devemos negar sua presença e nem nos deixarmos levar pela ansiedade e pelo medo, e sim, usá-la para afiar a precisão de nossas escolhas, a perspicácia de nossos meios hábeis.
Especificamente, solicito a vocês que rezem intensamente a Guru Padmasambava, que prometeu que, para aqueles que rogassem a ele, viria como um pai se volta para o filho, principalmente na época mais obscura. Ele previu e profetizou tudo. Também, rezamos para Arya Tara, a Salvadora Veloz, que responde imediatamente com compaixão e sabedoria para aliviar o grande temor dos seres, presos na existência cíclica. Reze para que a raiva cruel e justificada, tão predominante, se amenize, e que a disciplina moral, paciência e virtude prevaleçam.
Cada um de vocês aceitou um nível de compromisso na sua prática individual do darma. Fortaleçam-no. Cada um de vocês tem uma conexão com um lama ou com um aluno mais antigo que conduz sua sanga. Cultivem-na. Cada um de vocês permanece, através de seu carma afortunado e escolha brilhante, em meio à teia interdependente de nossa sanga. Mantenham sua posição como praticantes e apóiem a dos outros!
Mas o mais importante: cada um de vocês tornou-se herdeiro dos tesouros de Guru Rinpoche e Tara Vermelha, o legado de minha preciosa linhagem. Encorajo-os, intensamente, a usarem essas jóias, para o benefício de todos os seres.
 
No Darma,
 
O Chagdudpa
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Sua Eminência Chagdud Tulku Rinpoche 1930 - 2002

"Reconheça sempre que a qualidade da vida é como a de  um sonho e reduza o apego e a aversão. Pratique a boa vontade com todos os seres. Seja amoroso e compassivo, não importa o que os outros lhe façam. O que eles farão não tem tanta importância
quando você vê tudo como um sonho. A arte é manter intenção positiva durante o sonho. Esse é o ponto essencial. Essa é a verdadeira espiritualidade."
 
Chagdud Tulku Rinpoche

 KEN LOB CHO SUM RING LUG TCHE 
DZAM LING SA SUM TCHAB PAR PEL 
DRO GYUD CHOG SUM NANG WA DANG 
MI DRAL DU SUM GE LEG SHOG

Diligência na ação

Blog Samsara - Diligência na ação


Posted: 07 Dec 2011 04:53 AM PST
Patrul Rinpoche
Patrul Rinpoche (Tibete, 1808-1887):
Mesmo que tenhamos todas as intenções de estudar e praticar o Dharma, podemos ficar adiando para amanhã ou depois de amanhã, dia a dia, por toda a vida. Devemos evitar desperdiçar toda uma vida humana em eternos planos de praticar. Druk Pema Karpo disse:
A vida humana é como estar em um abatedouro:
a morte se aproxima a cada segundo.
Cuidado com as lágrimas e arrependimento no seu leito de morte
se você, sem pressa, adia o de hoje para amanhã!
Não espere mais um segundo para praticar. Entre em ação imediatamente, como um covarde que encontra uma cobra no colo ou uma dançarina cujo cabelo acabou de pegar fogo. Abandone totalmente as atividades mundanas e devote-se agora mesmo à prática do Dharma. Caso contrário, você nunca encontrará tempo; uma atividade mundana virá atrás da outra, infindavelmente, como as ondas na água. As atividades só cessarão quando decidirmos pôr-lhes fim de uma vez por todas. Como diz o Onisciente Longchenpa:
As preocupações mundanas não cessam até a morte.
Mas terminam quando as abandonamos; tal é a natureza delas.
e:
Nossas atividades são como brincadeiras de crianças;
duram enquanto brincamos e terminam assim que paramos de brincar.
Quando sentir o desejo de praticar o Dharma, não deixe que a preguiça ou a procrastinação o dominem nem por um instante. Comece a praticar imediatamente, estimulado pela ideia da impermanência. É isso que é diligência na ação.
“As Palavras do Meu Professor Perfeito”, 2ª parte | cap. 2 | III | 2.4.2
Eventos:

Textos relacionados:
  1. Oferenda de ação
  2. Prática agora
  3. Epítome da ilusão

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8 de dezembro de 2011

Nada a esperar, nenhuma queda a temer



Nyoshul Khen Rinpoche
Nyoshul Khen Rinpoche (Tibete, 1932 – França, 1999):
Todos os pensamentos, sentimentos, emoções, percepções, sensações, estados da mente, conceitos e tudo mais são como nuvens no céu, momentaneamente se reunindo e depois dispersando, se dissolvendo de volta exatamente nesse mesmo espaço. Que bem pode haver em se apegar a isso? Que bem pode haver em tentar se afastar disso?
Tudo é a exibição ilusória, milagrosa, como um sonho, da própria mente de alguém. Não há nada especial a se fazer sobre isso, exceto reconhecer sua natureza verdadeira, sua vacuidade, e ser livre dentro do que quer que pareça surgir.
Não é necessário julgar experiências e pensamentos como bons ou ruins, como desejáveis ou indesejáveis, proveitosos ou improveitosos. Deixe apenas ir e vir do modo como é, sem se envolver demais, sem se identificar com nada, nem cedendo nem seguindo, nem suprimindo nem inibindo. Simplesmente deixe todas as coisas internas e externas aparecerem e desaparecerem à sua própria maneira, apenas como nuvens no céu, e permaneça acima e além disso tudo, mesmo no meio das atividades e responsabilidades diárias.
Há tantas coisas para se fazer neste mundo, mas há apenas uma coisa que uma pessoa precisa conhecer, e isso é a sua própria natureza. Esse é o medicamento universal, a panaceia que cura todos os males e doenças. O que quer que vem, também vai. A própria natureza, o ser fundamental de alguém, está além — não se afeta pelas manchas que surgem ou por fenômenos temporários. Não vem nem vai: permanece imutável. Ao reconhecer isso, a transcendência inata é vivenciada. Então, samsara e nirvana não significam nem esperança nem medo para o praticante; a dualidade não mais prevalece. Não há nada a esperar, nenhuma queda a temer.
Como Guru Rinpoche, Tilopa e Naropa, e o Mahasidda Saraha disseram: “Com objetos externos, não se preocupe. Como objetos internos (o próprio sujeito), não se preocupe. Sem olhar para fora ou dentro, deixe como é: vazio, livre e aberto. Não são os objetos externos que nos prendem, mas sim o apego interno que nos amarra.”
Essa é a instrução essencial dos mahasiddas da India e dos yogues realizados do Tibet. Ela é baseada nas palavras do próprio Buda Shakyamuni, que disse que a raiz de todo sofrimento é se agarrar, se apegar. Não há outro ensinamento além deste. Isso é a raiz de tudo. Esse é o princípio por trás de todas as diferentes explicações.
A sensualidade não está nos objetos, está na mente que deseja, no próprio desejo. O desejo preenche os objetos com a qualidade de serem desejáveis, com sensualidade e valor. De outro modo, o que é desejável de modo absoluto? Tudo depende da mente, do próprio condicionamento da pessoa; o que uma pessoa deseja e aspira, a outra pode repudiar e evitar a todo custo. Não é óbvio isso?
“Natural Great Perfection”, cap. 7

24 de novembro de 2011

Ação ecologica :Educação ambiental para crianças.


Ação ecologica :Educação ambiental para crianças.


domingo, 4 de Dezembro de 2011

  • Hora
    16:00 até 18:00


  • Onde
    Templo Shen Phen Choling,Av.Presidente Kennedy 5585,morros-Condominio Kennedy Park


  • Descrição
    Faremos ação social, ensinando as crianças a cultivarem mudas de árvores,cuidarem das mesmas para depois as plantarem em local planejado,incentivando os pequenos a cuidarem das plantas e valorizarem a natureza de forma a despertar o cuidado com o planeta.
    Pequenique coletivo :levar lanche para ser dividido.
    Cuidados: Passar repelente de insetos nas crianças,vestir calça comprida e sapatos fechados,camiseta de mangas curtas.
    Contribuição apenas de 2 reais para adubo.





  • Shirley de Sonohara

    Tel direto:(86) 3234-5755 / (86) 9409-5502
    Mutual-international
    site:www.acd-group.blogspot.com
    blog:acd-group.blogspot.com
    twitter:twitter.com/acdgroup
    55 (85) 3133.1004
    msn:shirley_dpc@hotmail.com

    24 de outubro de 2011

    Blog Samsara - Conflitos sem raiva


    Blog Samsara - Conflitos sem raiva


    Posted: 24 Oct 2011 07:26 AM PDT
    Chagdud Tulku Rinpoche (Tibete, 1930 – Brasil, 2002):
    Pode parecer que obtemos mais energia da raiva do que da paciência. De fato, podemos nos viciar nessa energia, mas ela não dura. Se deixar levar pela energia da raiva é como tomar um drink para se acalmar; como você não chega realmente à origem da ansiedade, acaba bebendo mais um copo, e mais cedo ou mais tarde, fica viciada.
    Para lidar com os conflitos sem raiva e com tato, é preciso saber como se valer das reservas mais profundas de compaixão. Conseguiremos proteger melhor os outros quando formos pacientes e amorosos. A paz interior se expressa externamente e afeta a todos ao nosso redor.
    Se estivermos tomados pela fúria, não poderemos ajudar. A energia da raiva permeia tudo, como um cheiro pútrido. Sua influência vai além da vítima, da testemunha e do agressor. A raiva nos deixa rígidos, apegados demais ao nosso ponto de vista e nos faz perder as qualidades de pacificadores. A nossa paz interior cede à tensão da raiva, as pessoas que trabalham conosco sentem isso e seremos menos eficazes.
    É necessário oferecer a todos os envolvidos o benefício de uma compreensão mais profunda, um modelo de amor e compaixão. Assim, conquistaremos a confiança das pessoas; seremos mais influentes e capazes de protegê-las.
    “Para abrir o coração”, I | 4
    Eventos:

    Textos relacionados:
    1. Inutilidade da raiva
    2. Dissipar a raiva
    3. Assassinar a raiva

    23 de outubro de 2011

    Blog Samsara - Culpe apenas uma coisa

       

    Blog Samsara - Culpe apenas uma coisa


    Posted: 14 Oct 2011 10:13 AM PDT
    B. Alan Wallace (EUA, 1950 ~):
    Culpe apenas uma coisa. Isso simplifica a vida incrivelmente, e mesmo assim não é nem um pouco simplista. Se acreditarmos de coração que todos nossos infortúnios podem ser atribuídos ao centramento no eu, isso vai transformar radicalmente nossas vidas.
    Temos receio disso? Não há uma parte da mente que diz o seguinte? “Centramento no eu não é uma coisa tão ruim. Foi o que me deu meu trabalho, um bom salário, minha casa e meu carro. Como isso pode ser um inimigo?”. Na superfície, o centramento no eu pode parecer um aliado que olha por nossos interesses.
    Há uma resposta poderosa para esse ponto: enquanto o centramento no eu dominar nossas vidas, ele nos coloca em conflito com praticamente todas as outras pessoas. Como a maioria das pessoas está dominada pelo centramento no eu, seus interesses entram em conflito com os nossos. Certamente haverá conflito, e conflito faz surgir o sofrimento.
    Imagine como seria a vida sem o centramento no eu. Será que doaríamos todos os nossos bens, definharíamos desnutridos e morreríamos prematuramente com alguma doença? Não. Isso seria a combinação de uma pequena parte de ausência de auto-centramento com uma parte enorme de estupidez. Para servir aos outros de modo eficaz, precisamos cuidar de nós mesmos. Um bodisatva não tem nenhum centramento no eu, mas há pessoas com todo tipo de ocupação — incluindo reis — que são bodisatvas.
    Se nos livrarmos do auto-centramento e realmente nos preocuparmos em apreciar os outros, então o nosso próprio bem-estar vem junto, como se fosse um eco.
    “The Seven-Point Mind Training”
    (Dharma Quote of The Week – Snow Lion, 13/10/2011)
    Eventos:

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    1. Apenas conhecer o Dharma é inútil