6 de maio de 2012
5 de maio de 2012
06 de maio de 2012
Bom dia amigos de Sangha,
Convidamos a todos para a prática de Tara Vermelha no dia 06 de maio de 2012, data sagrada da lua Cheia do mês de maio.
Local: Templo de Budismo Tibetano
Horário: 09:30h da manhã
Que todos os seres possam se beneficiar!
No Dharma,
Templo de Budismo Tibetano Shenphen Cholling
1 de maio de 2012
O Vaticano enviou uma mensagem aos budistas de todo o mundo por ocasião da festividade, o “Vesakh”.
O Vaticano enviou uma mensagem aos budistas de todo o mundo por ocasião da festividade, o “Vesakh”.
CONSELHO PONTIFICIO PARA O DIALOGO
INTERRELIGIOSO
MENSAGEM PARA A FESTA DO
VESAKH/HANAMATSURI
2012 A.D. / 2555 B.E.
2012 A.D. / 2555 B.E.
“Cristãos
e budistas: Partilhar a responsabilidades
de educar as jovens gerações para a justiça e a paz
através do diálogo interreligioso”
Caros amigos budistasde educar as jovens gerações para a justiça e a paz
através do diálogo interreligioso”
1. Em nome do Conselho Pontifício para o Diálogo Interreligioso, tenho a alegria de vos apresentar uma vez mais este ano, os bons votos muito cordiais por ocasião do Vesakh/Hanamatsuri. É meu desejo que esta festa anual traga serenidade e alegria ao coração de cada um de vós em todas as partes do mundo.
2. Hoje, cada vez mais, nas aulas do mundo inteiro, estudantes pertencentes a várias religiões e crenças sentam-se lado a lado, aprendendo uns com os outros e uns dos outros. Esta diversidade lança desafios e suscita uma reflexão mais profunda sobre a necessidade de educar os jovens ao respeito e á compreensão das crenças e das praticas religiosas dos outros, a aumentar o conhecimento acerca da própria, a avançar juntos como seres humanos responsáveis e a estar prontos para se unir àqueles que pertencem a outras religiões para resolver os conflitos e promover amizade, justiça, paz e um desenvolvimento humano autentico.
3. Com Sua Santidade o Papa Bento XVI, reconhecemos que a verdadeira educação pode favorecer uma abertura ao transcendente e àqueles que nos circundam. Lá onde a educação é uma realidade, existe uma oportunidade de diálogo, de interrelação e de escuta receptiva dos outros. Neste clima, os jovens sentem-se apreciados por aquilo que são e por aquilo que pode ser o seu contributo; aprendem a crescer na estima pelos seus irmãos e irmãs cujas crenças e pratica religiosa diferem da própria. Quando isto se verifica, daí deriva a alegria de ser pessoas solidárias e cheias de compaixão, chamadas a construir uma sociedade justa e fraterna dando assim esperança ao futuro (cfr. Mensagem para o Dia Mundial da Paz, 1 de Janeiro de 2012).
4. Como budistas, vós transmitis aos jovens a necessária sabedoria de abster-se de prejudicar os outros e de viver uma vida de generosidade e compaixão, uma pratica que deve ser apreciada e reconhecida como um dom precioso para a sociedade. Esta é uma maneira concreta com a qual a religião contribui para educar as jovens gerações a partilhar a responsabilidade e cooperar com os outros.
5. È um dado de facto que os jovens são um recurso para cada sociedade. Com a sua autenticidade, encorajam-nos a encontrar uma respostas ás perguntas fundamentais sobre a vida e a morte, a justiça e a paz, o sentido do sofrimento e as razões da esperança. Desta maneira ajudam-nos a progredir na nossa peregrinação para a Verdade. Com o seu dinamismo, enquanto artífices do futuro, eles impulsionam-nos a destruir todos os muros que infelizmente ainda nos separam. Com as suas perguntas alimentam o diálogo entre religiões e culturas.
6. Caros amigos, unimos os nossos corações aos vossos e rezamos para que juntos possamos guiar os jovens, com o nosso exemplo e ensinamento a tornarem-se instrumentos de justiça e paz. Partilhamos a responsabilidade comum que temos em relação á gerações futuras, educando-as a crescer como seres pacíficos e obreiros de paz.
Feliz Vesakh/Hanamatsuri.
Jean-Louis Cardeal Tauran
Presidente
Presidente
Arcebispo Pier Luigi Celata
Secretario
Secretario
Conselho Pontifício para o Diálogo Interreligioso
00120 Cidade do Vaticano
Tel: +39.06.6988 4321 / 06.6988 3648
Fax: +39.06.6988 4494
E-mail: dialogo@interrel.va
Fax: +39.06.6988 4494
E-mail: dialogo@interrel.va
Oferendas
Oferendas
| As
Oferendas são as expressões da religião formal da virtude da doação no
Budismo fundamental. A perfeição da doação, dana-paramita em Sânscrito, é
a primeira das 6 ou 10 perfeições. Ela engloba cada tipo de
generosidade se envolve um presente para aqueles que são maiores do que
nós, tal como as deidades no campo do mérito, ou um pobre ou necessitado
que está em situação pior do que a nossa. Uma doação a um ser em situação igual ou pior do que a nossa, sacrificamos algo que nos pertence para benefício do outro. Na doação aos seres superiores, como nossos professores, um Buddha ou bodisattva, executamos um ato de renúncia. Como uma nobre ação altruísta, DOAR é a base para se adquirir mérito. Na doutrina Budista, a acumulação de mérito nos conduz a um renascimento superior, e eventualmente nos liberando do sofrimento da existência cíclica.Para obtermos a iluminação mais elevada devemos ser capazes de dar em um grau superlativo, com motivação perfeita, então conquistarmos o nível insuperável da doação perfeita.Se oferendas físicas beneficiam quem as recebe ou não, do ponto de vista de um praticante Budista como um doador, elas possuem o significado essencial de reduzir nossa conexão com o mundo físico. Esta conexão reforça nossa noção de nós mesmos como real, partes independentes de nós a serem satisfeitas, obtendo ou “grudando“ nos objetos de nosso desejo.Fazer oferendas acostuma a mente a dar e deixar ir os objetos do desejo. Serve para liberar nossa concepção de um EU real ou independente. Neste sentido, ela contribui para adquirirmos sabedoria essencial, realizando todos os fenômenos como vazios da existência cíclica. O valor do mérito adquirido do ato de doar depende de muitos fatores : a motivação, a condição daquele que recebe e a qualidade da oferenda. A motivação ou intenção consciente ou inconsciente precede todas as nossas ações. A motivação última da doação é para gerar as causas para obtermos a iluminação para a prosperidade de todos os seres sencientes. O valor do ato de doar guarda estreita relação com a qualidade da motivação. Quanto mais larga a intenção maior o mérito. http://www.dordjeling.org |
História da Linhagem de Tara Vermelha
apareceu numa esfera planetária chamada “Profusão de Luzes”. Uma princesa
deste reino, chamada Lua de Sabedoria (tib. Yeshe Dawa), desenvolveu grande fé e devoção e pelo Buddha. Ela prestou homenagem com seu corpo, fala e mente, fazendo inúmeras oferendas ao Buddha e a seu séqüito. Quando, em virtude de suas vasta acumulações de mérito e sabedoria, o pensamento da
iluminação suprema despertou dentro dela, os monges daquele reino
aconselharam-na a rezar para ter um renascimento com o corpo de homem, pois pensavam que tal corpo constituiria um veículo superior para se alcançar a iluminação.
Por haver compreendido a natureza vazia de todos os fenômenos, Yeshe Dawa
reconheceu que não existia qualquer realidade intrínseca, quer no corpo do
homem, quer no corpo da mulher. Entretanto, diante da realidade relativa da
ignorância que insistia nessas diferenciações, ela assumiu o compromisso de
sempre renascer em forma feminina.Finalmente, ela alcançou um profundo estado meditativo, a partir do qual se
tornou capaz de leva incontáveis seres a reinos além do sofrimento. Em nosso
sistema planetário, ela manifestou-se como Tara através da compaixão de
Avalokitehsvara (tib. Tchenrezig), onde então tomou o voto particular de
liberar os seres dos oito grandes medos, que são projeções das negatividades
existentes na mente. São eles: o medo de elefantes, a projeção da
ignorância; o medo do fogo, a projeção da raiva; o medo de leões, a projeção
do orgulho; o medo de ladrões, a projeção das visões errôneas; o medo de
enchentes, a projeção da ganância; o medo de cobras, a projeção da inveja; o
medo de algemas (encarceramento), a projeção da avareza; e o medo de
demônios, a projeção das dúvidas. Esta classificação tradicional dos nossos
medos abrange todo os medos e fobias que se originam de nossos hábitos de
apego e aversão. Em última análise, Tara oferece liberação de quaisquer
medos contidos no sofrimento samsárico. Por esse motivo, é chamada de a
Salvadora Veloz.
História da Linhagem de Tara Vermelha
Tara é o aspecto feminino do Buddha e, da mesma forma que ela é
indissociável do estado desperto iluminado do Buddha, todas as deidades
femininas são aspectos de Tara e indissociáveis dela. Em particular,
prestamos homenagens à vinte e uma Taras que emanam como deusas das famílias padma, vajra, ratna e karma. Os métodos que empregamos para atingir as qualidades iluminadas de Tara foram transmitidos por muitas linhagens de praticantes altamente realizados do budismo tibetano.
A linhagem desta meditação de Tara Vermelha, praticada sob a orientação de
S.E. Chagdud Tulku Rinpoche, teve início de forma enaltecida, como uma
intenção da mente do Buddha Amitabha. De Amitabha passou para
Avalokiteshvara, e daí para uma emanação da própria Tara. De Tara foi ao
renomado mestre budista indiano Nagarjuna, e então para Padmasambhava, o
grande mestre budista que trouxe o budismo Vajrayana ao Tibete no século IX. Padmasambhava transmitiu esse ensinamento ao filho do rei tibetano Trisong Detsen. Ele também o confiou à sua consorte de sabedoria, Yeshe Tsogyal, e pediu que ela o ocultasse como um tesouro, a ser descoberto mais tarde, num tempo em que fosse especialmente benéfico.
Assim, o tesouro do ciclo de Tara Vermelha foi descerrado e codificado mais
de mil anos após Padmasambhava, por Apong Tertön, um grande lama Nyingmapa que viveu neste século. Seu título formal é “A Essência Condensada do Tesouro da Suprema Mente Iluminada: O Ritual de Mandala da Nobre Tara Vermelha, Denominado ‘A Essência Que Realiza Desejos.’”
No final de sua vida, Apong Tertön mandou chamar um monge a quem havia
iniciado na prática de Tara Vermelha e disse-lhe, “Agora, que é chegada a
hora da minha morte, peço-lhe que faça algo por mim. Quando eu tiver 17 anos
em minha próxima vida, venha a mim para conferir a iniciação de Tara
juntamente com a transmissão oral do tesouro em sua íntegra.”
Após a morte de Apong Tertön, os chineses consolidaram sua conquista do
Tibete, e o monge, assim como tantos outros, foi obrigado a fugir. Ele se
tornou refugiado num pequeno país chamado Butão. Apong Tertön renasceu como S.S. Sakya Trizin, chefe da tradição Sakyapa do budismo tibetano. Quando Sakya Trizin chegou aos 17 anos, o monge tentou ir ao seu encontro num local próximo a Dehra Dun, no norte da Índia, mas não conseguiu um passaporte.
Passaram-se muitos anos até que ele, contrastando uma aparência maltrapilha
com a sala de meditação ricamente ornamentada do monastério de Sakya Trizin, conseguisse encontrar seu antigo mestre. Pouco depois do monge conversar com Sakya Trizin por alguns momentos, a congregação de monges presentes na sala de meditação surpreendeu-se com o pedido para que se retirassem e, mais ainda, ao saber que S.S. tomaria uma iniciação de um visitante com uma aparência tão humilde. O monge então conferiu a iniciação de Tara Vermelha a Sakya Trizin e à sua notável irmã, Jetsunma.
A caminho do seu encontro com Sakya Trizin, o monge encontrou S.E. Chagdud Tulku, que se encontrava em Tso Pema, um local sagrado nos Himalaias, ao norte da Índia, onde Guru Padmasambhava estivera em meditação com Mandarava, uma de suas grandes consortes de sabedoria. S.E. Chagdud Tulku sempre havia tido uma ligação com práticas de Tara - sua mãe, que era lama e muito famosa, era na realidade uma emanação de Tara. Em retiro, ele havia realizado extensas práticas de Tara e, apesar de sua afinidade com as deidades vermelhas da família padma, ainda não havia recebido uma prática de Tara Vermelha. Em Tso Pema ele teve muitos sonhos auspiciosos, indicativos de que em breve sua capacidade de beneficiar os outros aumentaria grandemente.
O monge, ao encontrar Rinpoche, disse-lhe que, se recebesse a iniciação de
Tara Vermelha, grandes benefícios apareceria. Rinpoche concordou e, após
receber a iniciação dada pelo monge, cumpriu um prolongado retiro de Tara
Vermelha, durante o qual recebeu muitos sinais de realização.
Embora tenha ganho renome por suas atividades miraculosas como praticante de Tara, Rinpoche não a praticou num círculo mais amplo de pessoas até o
momento de vir para os EUA, quinze anos mais tarde. Em 1980 começou a dar
ensinamentos sobre Tara Vermelha a alguns alunos no Oregon, guiando seu
desenvolvimento pelas etapas de visualização e oferecimento.
O tesouro de Tara Vermelha constitui um ciclo extenso que inclui práticas
preliminares, yoga dos sonhos, práticas curativas, yoga dos canais sutis e
energias (tib. tza lung) e ensinamentos extensos sobre a natureza da mente.
A prática principal foi traduzida e é feita regularmente nos centros Chagdud
Gonpa. As etapas da prática de Tara Vermelha são intercaladas com preces de
homenagens às vinte e uma Taras, escritas por um outro grande lama
Nyingmapa, um contemporâneo de Apong Tertön chamado Kenpo Ngaga.
S.E. Chagdud Tulku também condensou a própria essência da prática em uma
versão mais acessível e concisa em inglês, já traduzida para o português.
Este texto mais curto contém dois níveis de prática: o primeiro é uma
visualização de Tara no espaço à frente, e não requer iniciação; o segundo
inclui a visualização de si mesmo como Tara, e exige iniciação. Por meio da
iniciação, as bênçãos da linhagem são formalmente transmitidas e a mente do
praticante é amadurecida para que realize a profundidade da prática.
S.E. Chagdud Tulku utiliza o texto abreviado como estrutura de apoio para a
yoga dos sonhos de Tara e para as práticas de cura. Como todos os textos
litúrgicos tibetanos (sânsc. sadhana), o texto é dividido em três partes
principais: as preces preliminares, a prática principal e as preces de
conclusão.
Egoísmo inteligente
Posted: 25 Apr 2012 07:09 AM PDT
Dalai Lama (Tibete, 6 de julho de 1935 ~):[...] Agora, não há nada inerentemente errado em perseguir os próprios objetivos. Pelo contrário, fazer isso é a expressão natural de nossa disposição fundamental de buscar felicidade e evitar o sofrimento. Na verdade, devido ao fato de cuidarmos de nossas próprias necessidades é que temos a capacidade natural de apreciar a bondade e o amor dos outros.“Beyond Religion”, loc. 599
Esse instinto do interesse próprio só se torna negativo quando estamos excessivamente focados em nós. Quando isso acontece, nossa visão estreita, arruinando nossa habilidade de ver as coisas em seu contexto mais amplo. E, dentro dessa perspectiva estreita, mesmo pequenos problemas podem criar frustração enorme, aparentando ser insuportáveis.
Em tal estado, se mudanças grandes realmente surgirem, o perigo é que perderemos toda esperança, nos sentindo desesperados e sozinhos, sendo consumidos pela auto-piedade.
O que é importante é que, ao perseguir nosso interesse próprio, devemos ter um “egoísmo inteligente” e não um “egoísmo tolo”. Egoísmo tolo significa satisfazer nossos próprios interesses com uma visão estreita, de curto alcance. Egoísmo inteligente é ter uma visão ampla e reconhecer que nosso próprio interesse individual a longo prazo depende do bem estar de todos. Ter um egoísmo inteligente significa ser compassivo.
Esquecer sobre o karma
Esquecer sobre o karma
Posted: 27 Apr 2012 10:10 AM PDT
Dzongsar Khyentse Rinpoche (Butão, 1961 ~):Lembre-se continuamente sobre a morte e o karma porque — surpreendentemente, talvez — a maioria de nós acha isso bem fácil de esquecer. Um sinal de que esquecemos sobre o karma é que nunca paramos de reclamar sobre todas as pessoas, desde o Buda até nosso guru, para nossos maridos, esposas, amigos e estranhos na rua.“Not For Happiness”, loc. 300
Por exemplo, imagine uma pessoa muito teimosa que insiste em dirigir por uma estrada ruim na beira de um precipício. Ele é informado sobre como é perigosa essa rota específica, e que dirigir embriagado é apenas pedir problemas; mas ele ignora todos os avisos. Então, inevitavelmente, um dia ele está tão aturdido pelo álcool que acelera perto demais do fim da pista e seu carro mergulha nas pedras lá embaixo. Mesmo assim, ele gasta seus últimos segundos lamentando sobre como tudo isso é injusto.
É assim que nós seres humanos dirigimos nossas vidas. Se fôssemos examinar as causas de todas as diversas tragédias que passamos, descobriríamos como nós próprios sistematicamente reunimos exatamente as causas e condições que garantem os resultados que vivenciamos. Ainda assim, tudo que fazemos é reclamar! Isso mostra quão pouco compreendemos sobre causas, condições e efeitos, e quão pouco confiamos no Buda, darma e sangha.
Eventos
Lama Jigme Lhawang no Brasil
Local: DF, GO, PE, RJ, SE, SP
Data: 2012/04/27 (ano/mês/dia)Retiro de Shamata
Local: RS
Data: 2012/04/28 (ano/mês/dia)Lama Samten em Salvador
Local: BA
Data: 2012/05/05 (ano/mês/dia)
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A Verdadeira Era das Trevas
A Verdadeira Era das Trevas
Por Dzongsar Jamyang Khyentse Rinpoche
“The Buddhist Channel”, 30 de janeiro de 2012
Himachal Pradesh, India
Algumas pessoas dizem que a era das trevas, a era do vício – kaliyuga (o último dos quatro estágios que o mundo atravessará como parte do ciclo dos yugas descritos nas escrituras indianas), está acontecendo agora, ou no mínimo, se iniciará em breve. Alguns até mesmo temem que no final de 2012, o mundo do modo como o conhecemos, irá terminar.
Mas, o que determina se uma era é das trevas ou de ouro? Quais os sintomas e sinais? Terremotos, um céu púrpura, atividades meteóricas, estes não são presságios do juízo final, como nos fizeram crer.
Do mesmo modo, querubins voando, uma economia proeminente, liberdade de informação e tempos pacíficos não são necessariamente sinais de uma era de ouro.
A era de ouro ocorre quando as pessoas valorizam sentimentos como a empatia e o perdão, quando têm disposição para compreender o ponto de vista dos outros e se sentem contentes com o que possuem.
Quando tais valores são sistematicamente sabotados, então se pode dizer que o amanhecer do dia do juízo final já começou. Quando olhamos um mendigo inofensivo como sendo uma praga e invejamos os bilionários que destroem o planeta estamos contribuindo para o início do fim.
Como o Buda ensinou, tudo depende de causas e condições. Eras das trevas e eras de ouro não são uma exceção. Elas não são predestinadas, nem imprevisíveis ou caóticas.
O destino é algo condicionado. Nosso próprio “eu” determina tais causas e condições. Você pode criar seu destino, suas escolhas são o seu destino. Aquilo que somos e como somos nesse momento depende daquilo que fizemos no passado. E o que seremos no futuro depende do que somos e como somos agora.
Sakyamuni com seus pés de lótus, pode aproximar-se da sua porta e oferecer sua tigela, mas se continuarmos obcecados por relógios Patek Philipe, fama e amigos, ou por um abdômen malhado, então a verdade do Buda irá nos incomodar, se tornará uma verdade inconveniente.
Muito embora possamos estar no meio da Kaliyuga – sujeitos a uma infinidade de causas e condições de uma época de escuridão, facilmente distraídos e presos a pensamentos ligados a nossa própria auto-preservação e aspirando encontrar referenciais em valores materialistas ou consumistas – podemos tirar vantagem dessa situação.
Diz-se que durante os tempos de degenerescência a compaixão dos Budas e dos Bodisatvas se torna ainda mais fortalecida. Alguém espiritualmente capacitado pode tirar proveito dessa situação. A era da escuridão pode ser como um lembrete da urgência e da preciosidade do Buda, do Darma e da Sanga.
Como seres que dependem de condições, temos que buscar a luz, e cultivar as condições que nos tragam luz. Precisamos constantemente nos lembrar do oposto do materialismo. Para isso, precisamos da imagem do Buda, do som do Darma, e da estrutura da Sanga.
Nos últimos anos perdemos algumas das maiores manifestações do Buda, como Kyabje Trulshik Rinpoche, Mindroling Trinchen Rinpoche e Penor Rinpoche, que foram grandes inspirações e lembranças. Mas, embora essas manifestações tenham se dissolvido, tenha em mente que a sua compaixão desconhece o significado das limitações.
Dentro do espírito de onde há uma demanda, há uma oferta, devemos ter aspirações e anseios de que as manifestações dos Budas e Bodisatvas nunca cessem, e – usando um termo da moda – que seus renascimentos sejam rápidos.
Mas tal renascimento não deve se limitar à figura de uma criança tibetana, criada no interior da tradição e de uma cultura particular. Podemos aspirar que os Budas renasçam de todas formas, mesmo como algo aparentemente tão insignificante como uma brisa, para nos lembrar de valores como amor, compaixão e tolerância.
Devemos gerar um campo magnético para que miríades de manifestações do Buda possam surgir e não apenas tulkus que slata de trono em trono ou que dirigem um Rolls Royce, produtos muitas vezes de um nepotismo religioso.
—
Dzongsar Jamyang Khyentse Rinpoche, também conhecido como Khyentse Norbu, é um lama butanês, cineasta e escritor. Seus dois filmes mais importantes são A Copa (1999) e Viajantes e Mágicos (2003). Ele é o autor do livro “O Que Faz Você Ser Budista?”.
Tradução Brenda Neves. Revisão Letícia Ramos, Miguel Berredo e Carmen Jinpa.
Om Ah Hung
OM AH HUNG
“Ao repetir OM AH HUNG visualize que:
OM: purifica o néctar de todas as imperfeições de cor, odor, sabor, etc. (audição e tato).
AH: faz com que ele aumente muitas vezes.
HUNG: transforma-o em tudo que se pode desejar. Ele adquire a natureza do néctar imaculado.
* Néctar – em sânscrito Amrita – em tibetano Dutsi – lit. “o imortal” que vence o demônio (bdud) da morte. É um símbolo de sabedoria. Imaculado (zag med) significa “não maculado por emoções negativas, de sabedoria primordial que se manifesta em nuvens que emanam e satisfazem todos os desejos possíveis”.
Por Patrul Rinpoche – (1808/1887) – Em "As Palavras do Meu Professor Perfeito" – págs. 435/436
“Ao repetir OM AH HUNG visualize que:
OM: purifica o néctar de todas as imperfeições de cor, odor, sabor, etc. (audição e tato).
AH: faz com que ele aumente muitas vezes.
HUNG: transforma-o em tudo que se pode desejar. Ele adquire a natureza do néctar imaculado.
* Néctar – em sânscrito Amrita – em tibetano Dutsi – lit. “o imortal” que vence o demônio (bdud) da morte. É um símbolo de sabedoria. Imaculado (zag med) significa “não maculado por emoções negativas, de sabedoria primordial que se manifesta em nuvens que emanam e satisfazem todos os desejos possíveis”.
Por Patrul Rinpoche – (1808/1887) – Em "As Palavras do Meu Professor Perfeito" – págs. 435/436
Esquecer sobre o karma
Posted: 27 Apr 2012 10:10 AM PDT
Dzongsar Khyentse Rinpoche (Butão, 1961 ~):Lembre-se continuamente sobre a morte e o karma porque — surpreendentemente, talvez — a maioria de nós acha isso bem fácil de esquecer. Um sinal de que esquecemos sobre o karma é que nunca paramos de reclamar sobre todas as pessoas, desde o Buda até nosso guru, para nossos maridos, esposas, amigos e estranhos na rua.“Not For Happiness”, loc. 300
Por exemplo, imagine uma pessoa muito teimosa que insiste em dirigir por uma estrada ruim na beira de um precipício. Ele é informado sobre como é perigosa essa rota específica, e que dirigir embriagado é apenas pedir problemas; mas ele ignora todos os avisos. Então, inevitavelmente, um dia ele está tão aturdido pelo álcool que acelera perto demais do fim da pista e seu carro mergulha nas pedras lá embaixo. Mesmo assim, ele gasta seus últimos segundos lamentando sobre como tudo isso é injusto.
É assim que nós seres humanos dirigimos nossas vidas. Se fôssemos examinar as causas de todas as diversas tragédias que passamos, descobriríamos como nós próprios sistematicamente reunimos exatamente as causas e condições que garantem os resultados que vivenciamos. Ainda assim, tudo que fazemos é reclamar! Isso mostra quão pouco compreendemos sobre causas, condições e efeitos, e quão pouco confiamos no Buda, darma e sangha.
Eventos
Lama Jigme Lhawang no Brasil
Local: DF, GO, PE, RJ, SE, SP
Data: 2012/04/27 (ano/mês/dia)Retiro de Shamata
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Data: 2012/04/28 (ano/mês/dia)Lama Samten em Salvador
Local: BA
Data: 2012/05/05 (ano/mês/dia)
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Instruções Resumidas para a Prática Diária
Instruções Resumidas para a Prática Diária
02. Durante as refeições
03. Noite
Bokar Rinpoche
01. Manhã
Expulsão do ar residual: Sentados na cama, nós tomamos uma inspiração profunda. Ao expirarmos, nós esticamos os dedos da mãos, que repousam sobre os joelhos. A expiração deve ser leve no começo, mais forte no meio, e novamente leve no final. Embora expiremos pelo nariz, ao mesmo tempo, nós pensamos que nós rejeitamos o ar pela boca e por todos os poros da pele. Nós imaginamos que o ar exalado tem a cor negra; que ele carrega o mau karma, véus e emoções pertubadoras acumuladas desde tempos sem princípio; e que todos os aspectos negativos desaparecem à distância. Então inspiramos profundamente, fechando ao memso tempo as mãos. Nós pensamos que a compaixão e a bênção dos Buddhas e Bodhisattvas, sob a forma de uma luz de cinco cores (branca, azul, amarela, vermelha e verde), entram pelo nariz, boca e poros, e circula pelo corpo. Nós fazemos três ciclos de inspiração e expiração.União Respiração - Mente: Depois de ter expulsado o ar residual, nós respiramos normalmente. Relaxados e sem distração, nós focamos nossa atenção completa na respiração, tornando a mente e a respiração unas. Nós fazemos isso por sete ciclos.1.1. O primeiro pensamento do dia. Ao se levantar, no leito, em postura de meditação, pensar: "Possam todos os seres se levantar do leito do samsara. Possam todos os seres atingir o Corpo Absoluto do Despertar".1.2. Exercícios respiratórios. No leito:
1.5. Fazer as oferendas. Diante do altar, fazemos as sete oferendas (água para beber, água para os pés, flores, incenso, luz, água perfumada, alimento e música). Prosterna-nos três vezes, recitando a oração Köntchog sum la tch'agtsel lo / Om namo mendjushiri ye / Namo su shiri ye / Na mo ütama shiri ye soha//Respiração Sagrada do Vajrayana: Se nós recebemos iniciações, nós associamos a respiração às três sílabas OM AH HUNG que incluem a essência de todos os mantras e representam o Corpo, a Palavra e a Mente de todos os Buddhas. Consequentemente, elas também contêm a essência de todas as iniciações que nós recebemos. Quando inalamos, imaginamos que uma luz branca nos penetra ao mesmo tempo em que pronunciamos mentalmente a sílaba OM. No auge da inspiração, nós imaginamos que nosso coração e peito estão plenos de uma luz vermelha, ao mesmo tempo em pronunciamos mentalmente a sílaba AH. Finalmente, enquanto expiramos, nós imaginamos que o ar que deixa nosso corpo assume a forma de uma luz azul, ao mesmo tempo que recitamos mentalmente a sílaba HUNG. Nós fazemos issso três vezes.1.3. Dirigir corretamente o mente. No leito: nós nos compromentemos a praticar o máximo possível pensando: "Hoje, deste instante até o momento à noite em que adormecer, procurarei realizar tudo que é positivo e rejeitar tudo que é negativo. Eu praticarei o caminho espiritual para tornar-me capaz de ajudar todos os seres a se libertarem do sofrimento e progredirem em direção ao Despertar". Nós nos comprometemos a não nos esquecermos os compromissos tomados de manhã por todo o dia: "Hoje, eu evitarei causar danos com minha atividade física. Eu evitarei causar danos com minha fala. Eu evitarei causar danos com meus pensamentos. Hoje, eu farei o melhor para me envolver em atividades físicas benéficas. Eu farei o melhor para falar somente palaras úteis e agradáveis. Eu farei o melhor para nutrir pensamentos benevolentes em relação a todos os seres".1.4. Toalete que purifica. Prática de Dorje Sempa, que deve ser feita ao mesmo tempo em que se faz a toalete. Visualizamos, diante de nós, Dorje Sempa no espaço. Do corpo de Dorje Sempa escoa um néctar luminoso, que purifica o nosso corpo tanto externa como internamente. Pensamos que estamos sendo purificados de todo karma negativo e dos véus que obscurecem nosso corpo, palavra e mente. Ao terminar a toalete, imaginamos que Dorje Sempa se funde em nós. Ao longo do processo recitamos o mantra de Dorje Sempa (o longo, de cem sílabas, ou o curto - Om Benzra Sato Hung).
1.6. Homenagem ao Senhor Buddha. Sentado em frente do altar, recitamos a tomada de Refúgio no Senhor Buddha três vezes Lama tönpa tchomdende deshinshegpa dratchompa yangdagpar dzogpei sanggye pel gyelwa shakya t'ubpa la tch'agtsel lo / Tch'ö su k'yab su tch'i o / Djin gyi lab tu söl//e recitamos sete vezes o mantra do Buddha ShakyamuniImaginamos, enquanto nos prosternamos, que no espaço à frente estão presentes as Três Jóias (Buddha, Dharma e Sangha) e as Três Raízes ( Lamas, Yidams, Protetores).
1.7. Tomada de refúgio. Diante do altar, tomamos refúgio três vezes, segundo a fórmula das preliminares (ver instruções com o Lama) ou segundo a fórmula curtaTeyata Om Muni Muni Maha Muneye Soha.
La ma la k'yab su tch'i o / Sang gye la k'yab su tch'i o / Tch'ö la k'yab su tch'i o / Guen dün la k'yab su tch'i o//1.8. Prática de Tchenrezig. Dependendo do tempo que se dispõe, realizamos a prática curta.
2.1. Oferenda dos alimentos. Antes das refeições, oferecemos os alimentos às Três Jóias, ou ao Yidam, ou ao Lama raiz.
3.1. Prática de Tchenrezi. Realizamos diante do altar.3.2. Retrospectiva do dia. Diante do altar, arrependemo-nos dos atos negativos, tomamos a decisão de não mais cometê-los e dedicamos os atos positivos a todos os seres para que obtenham a Mente do Despertar.3.3. Prece para renascer na terra pura de Dewatchen . Realizamos diante do altar.3.4. Limpeza das oferendas. Diante do altar, esvaziamos e limpamos as tigelas das oferendas, fazendo, depois, três prosternações com o mantra apropriado.3.5. No momento de dormir. Dormimos, se possível, na postura do leão (deitados sobre o lado direito, alinhados, com a cabeça repousada sobre a mão direita), mantendo o Senhor Buddha, ou o Lama, ou o Yidam no coração.
Oito versos que transformam a mente
Ensinamentos: Oito Versos que Transformam a MenteVou agora ler e explicar brevemente um dos mais importantes textos sobre a transformação da mente, Lojong Tsigyema (Oito Versos que Transformam a Mente). Este texto foi composto por Geshe Langri Tangba, um bodisatva bastante incomum. Eu próprio o leio todos os dias, tendo recebido a transmissão do comentário de Kyabje Trijang Rinpoche.1. Com a determinação de alcançarAqui, estamos pedindo: "Possa eu ser capaz de enxergar os seres como uma jóia preciosa, já que são o objeto por conta do qual poderei alcançar a onisciência; portanto, possa eu ser capaz de prezá-los e estimá-los." 2. Sempre que estiver na companhia de outras pessoas, vou aprender"Com todo respeito considerá-las supremas" significa não as ver como um objeto de pena, o qual olhamos de cima, mas, sim, as ver como um objeto elevado. Tomemos, por exemplo, os insetos: eles são inferiores a nós porque desconhecem as coisas certas a serem adotadas ou descartadas, ao passo que nós conhecemos essas coisas, já que percebemos a natureza destrutiva das emoções negativas. Embora seja essa a situação, podemos também enxergar os fatos de um outro ponto de vista. Apesar de termos consciência da natureza destrutiva das emoções negativas, deixamo-nos ficar sob a influência delas e, nesse sentido, somos inferiores aos insetos. 3. Em todos os meus atos, vou aprender a examinar a minha menteQuando nos propomos uma prática desse tipo, a única coisa que constitui obstáculo são as negatividades presentes no nosso fluxo mental; já espíritos e outros que tais não representam obstáculo algum. Assim, não devemos ter uma atitude de preguiça e passividade diante do inimigo interno; antes, devemos ser alertas e ativos, contrapondo-nos às negatividades de imediato. 4. Vou prezar os seres que têm natureza perversaEssas linhas enfatizam a transformação dos nossos pensamentos em relação aos seres sencientes que carregam fortes negatividades. De modo geral, é mais difícil termos compaixão por pessoas afligidas pelo sofrimento e coisas assim, quando sua natureza e personalidade são muito perversas. Na verdade, essas pessoas deveriam ser vistas como objeto supremo da nossa compaixão. Nossa atitude, quando nos deparamos com gente assim, deveria ser a de quem encontrou um tesouro. 5. Quando os outros, por inveja, maltratarem a minha pessoa,Falando de modo geral, sempre que os outros, injustificadamente, fazem algo de errado em relação à nossa pessoa, é lícito retaliar, dentro de uma ótica mundana. Porém, o praticante das técnicas da transformação da mente devem sempre oferecer a vitória aos outros. 6. Quando alguém a quem ajudei com grande esperançaNormalmente, esperamos que os seres sencientes a quem muito auxiliamos retribuam a nossa bondade; é essa a nossa expectativa. Ao contrário, porém, deveríamos pensar: "Se essa pessoa me fere em vez de retribuir a minha bondade, possa eu não retaliar mas, sim, refletir sobre a bondade dela e ser capaz de vê-la como um guia especial." 7. Em suma, vou aprender a oferecer a todos, sem exceção,O verso diz: "Em suma, possa eu ser capaz de oferecer todas as qualidades boas que possuo a todos os seres sencientes," — essa é a prática da generosidade — e ainda: "Possa eu ser capaz, em sigilo, de tomar sobre mim todos os males e sofrimentos deles, nesta vida e em vidas futuras." Essas palavras estão ligadas ao processo da inspiração e expiração. Até aqui, os versos trataram da prática no nível da bodhicitta convencional. As técnicas para cultivo da bodhicitta convencional não devem ser influenciadas por atitudes como: "Se eu fizer a prática do dar e receber, terei melhor saúde, e coisas assim", pois elas denotam a influência de considerações mundanas. Nossa atitude não deve ser: "Se eu fizer uma prática assim, as pessoas vão me respeitar e me considerar um bom praticante." Em suma, nossa prática destas técnicas não deve ser influenciada por nenhuma motivação mundana. 8. Vou aprender a manter estas práticasEssas linhas falam da prática da bodhicitta última. Quando falamos dos antídotos contra as oito atitudes mundanas, existem muitos níveis. O verdadeiro antídoto capaz de suplantar a influência das atitudes mundanas é a compreensão de que os fenômenos são desprovidos de natureza intrínseca. Os fenômenos, todos eles, não possuem existência própria — eles são como ilusões. Embora apareçam aos nossos olhos como dotados de existência verdadeira, não possuem nenhuma realidade. "Ao compreender sua natureza relativa, possa eu ficar livre das cadeias do apego." Deveríamos ler Lojong Tsigyema todos os dias e, assim, incrementarmos nossa prática do ideal do bodisatva. (Extraído de The Union Of Bliss And Emptiness.) | |||||
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